A Polícia Ambiental identificou um cativeiro ilegal no bairro Itapoã, em Sete Lagoas, e libertou 42 pássaros silvestres. A ação, coincidentemente, ocorreu no dia 3 de março, data em que se celebra a vida selvagem no mundo.
Os policiais receberam denúncia anônima. Na casa em que foram, eles constataram que as aves eram mantidas em gaiolas. Além das aves e gaiolas, foram apreendidos quatro alçapões que eram usados para a captura, armados aos fundos da residência. O criador não possuía nenhum registro junto ao órgão responsável, o que caracteriza cativeiro ilegal. Este tipo de crime está descrito no artigo 29 da lei 9.605/98 que prevê pena de detenção de seis meses a um ano e multa, que neste caso, chegou ao valor de R$ 76.217,18.
As aves apreendidas apresentavam estado bravio e asselvajado, conforme atestou o médico veterinário, estando em condições de serem soltas em habitat natural, o que foi efetuado na região. As gaiolas foram destruídas e destinadas ao aterro sanitário de Sete Lagoas.
Após a ação, a Polícia Ambiental se manifestou.
“No dia 3 de março, data em que se celebra a vida selvagem, foi um dia memorável em que se pôde dar liberdade a mais 42 aves silvestres. Sete Lagoas têm um potencial turístico, paisagístico e ecológico enorme, mas para isso, o apoio da população é essencial para, quem sabe, se transformar em uma cidade símbolo de aves livres, como é o caso de Fortuna de Minas. A Polícia Militar de Meio Ambiente orienta que em caso de denúncia, deve ligar para o número 181.”
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