
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de memória e habilidades cognitivas, interferindo nas atividades diárias e na independência do paciente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 35 milhões de pessoas no mundo possuem o diagnóstico, estima-se que o Brasil representa 3,5% dos casos, com 1,2 milhão de pacientes.
Segundo a Alzheimer 's Disease International, o número global pode chegar a 74,7 milhões em 2030, e 131,5 milhões, em 2050. Diante dessa realidade, o papel de um cuidador se torna essencial no tratamento e manejo da doença, tanto para o bem-estar do paciente quanto para o suporte emocional e físico necessário durante toda a jornada.
Para Renata Lima. Psicóloga e franqueada da rede Padrão Enfermagem, empresa de agenciamento de profissionais na área da saúde com o envelhecimento da população brasileira, o número de casos de Alzheimer tende a aumentar, colocando uma crescente demanda sobre o sistema de saúde, os cuidadores e as famílias dos pacientes. “O cuidador tem função essencial na vida do paciente com Alzheimer, pois ele estará dedicado, sendo responsável por promover e facilitar as atividades que o idoso precisa. Atualmente, a maioria das famílias não têm mais a disponibilidade de cuidar de seus parentes no adoecimento ou mesmo no envelhecimento. E o bom cuidador faz a diferença, se tornando uma referência para o idoso, não só como figura de cuidados, atenção e estimulação, como também de afeto”, comenta.
A psicóloga conta que o papel do cuidador vai além da supervisão, ao estabelecer rotinas consistentes e um ambiente acolhedor, os cuidadores ajudam a reduzir a ansiedade e os distúrbios de comportamento dos pacientes. “Além disso, os profissionais são responsáveis por promover a socialização, garantindo que o paciente participe de atividades cognitivas e físicas que ajudam a retardar a progressão da doença. O estímulo adequado pode incluir desde jogos de memória até caminhadas, atividades que ajudam a manter a pessoa ativa e engajada”, explica.
A franqueada também faz um alerta para que as famílias possam identificar os primeiros sinais da doença, buscar respaldo médico e seguir com o tratamento o quanto antes.
O sintoma mais comum é a perda de memória, é ela que leva as primeiras buscas para o auxílio profissional. “Entre os sintomas podem aparecer dificuldade em realizar as tarefas da vida diária, perda de noção de tempo e espaço, dificuldades de linguagem, falta de discernimento, alterações de humor e personalidade, falta de pudor e agressividade, confusão mental, tendência ao isolamento social, dificuldade em planejar eventos futuros, resolver problemas e até mesmo reconhecer pessoas. O quanto antes o paciente tenha o diagnóstico e inicie o tratamento terapêutico e medicamentoso, menores as chances da debilidade e do comprometimento de sua qualidade de vida.”, explica.
Dependendo do estágio da doença e dos sintomas desenvolvidos pelo paciente, pode ser extremamente desgastante para um familiar cuidar dele.
Por isso, profissionais como cuidadores e enfermeiros, têm o treinamento necessário para lidar com a situação. “Acredito que a principal habilidade do cuidador é o amor. Amor pelo cuidado e por essa condição natural e democrática chamada envelhecimento. Alguns irão passar ilesos pelo Alzheimer, chegando até seus últimos dias com a saúde intacta. Outros, nem tanto. O cuidado envolve repetir inúmeras vezes uma mesma resposta, a mesma orientação, inibir várias vezes determinado comportamento, estimular dia após dia, com uma mesma atividade que foi bem aceita. O papel do cuidador no tratamento de pacientes com Alzheimer é inestimável. Eles se tornam a base de apoio emocional e físico, garantindo a qualidade de vida do paciente e retardando o avanço dos sintomas da doença. Com o devido suporte, capacitação e reconhecimento ”, finaliza.

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