A guerra entre Rússia e Ucrânia completou 100 dias nesta sexta-feira (3). Desde então, 14 milhões de pessoas estão deslocadas, sendo considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a maior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Mais de 4 mil pessoas já perderam a vida durante os bombardeios. A ONU acredita que esse número pode ser muito maior. Também cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
Para tanto, a organização informou hoje que vai enviar três especialistas em direitos humanos para a Ucrânia no final deste mês de forma a investigar supostas violações e abusos.
Os comissários, que são membros da comissão internacional independente de inquérito da ONU sobre a Ucrânia, visitarão vários locais, incluindo as cidades de Lviv, Kiev, Kharkiv e Sumy, de 7 a 16 de Junho.
Serão ouvidas testemunhas e pessoas que foram deslocadas, bem como funcionários do governo, disse a ONU em comunicado.
Lugansk
Nesta centena de dias, a Rússia começa a alcançar as primeiras grandes vitórias. O relatório diário dos serviços britânicos de informação militar mostra que as tropas russas “controlam 90% de Lugansk”, no Leste da Ucrânia, conforme informaram jornais internacionais.
Após meses com a acumulação de tropas nas fronteiras do país vizinho, Vladimir Putin, presidente russo, anunciou, em 24 de fevereiro, o lançamento de uma "operação militar especial" para "a desmilitarização e a desnazificação" da Ucrânia.
Ajuda à Ucrânia
A invasão russa foi condenada pela comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento à Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores.
Na última quinta-feira, em intervenção por vídeo no Parlamento do Luxemburgo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu que a Rússia controla cerca de 20% do território da Ucrânia.
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