Grávidas foram incluídas nesta semana, pelo Ministério da Saúde, no grupo prioritário da campanha nacional de vacinação contra a covid-19. A inclusão ocorre após pesquisas apontarem para maior risco de complicações da doença nas gestantes, conforme explica o presidente da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Agnaldo Lopes.
“Especialmente no que se refere à assistência respiratória. A gravidez por si só está associada a uma série de fatores para tomada de decisões. São dois pacientes: a mãe e o bebê, e com possíveis repercussões no bebê”, pontua.
O especialista, no entanto, ressalta que, “diferente de outras viroses” — como o zika vírus —, a covid-19 não aparenta ter relação com más-formações fetais. “Até agora não percebemos”, ressalta.
Cuidados mantidos
O especialista reforça que o grupo, assim como o restante da sociedade, deve manter os cuidados de prevenção, com medidas como: isolamento social, uso de máscaras e higienização das mãos.
Além disso, as consultas de pré-natal não devem ser abandonadas, assim como a manutenção do calendário vacinal atualizado.
Vacinas são seguras?
Os estudos são preliminares, mas “não têm mostrado nenhuma repercussão na mãe tampouco no bebê”, explica o especialista. “O que sabemos é que do ponto de vista teórico o modelo de vacina é o mesmo usado em outros imunizantes, que já fazem parte do calendário vacinal no Brasil e não estão associados a complicações”.

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