O governador Romeu Zema (Novo) anunciou nesta tarde de quarta-feira (3) a criação da onda roxa, na qual municípios de regiões de Minas Gerais em situação crítica serão obrigados a enfrentar restrições de circulação e toque de recolher. Duas regionais passam a enfrentar esse tipo de regime já a partir de amanhã – e outras três correm o risco se os indicadores da Covid-19 não melhorarem.
As duas regionais que estão na onda roxa são Noroeste e Triângulo Norte – ao todo, 60 cidades terão de adotar as medidas extremas. “No Triângulo Norte, foi registrado aumento de casos, ocupação de UTI e mortalidade – além de retardo na capacidade de oferta de leitos. Já na Noroeste teve um aumento significativo de incidência de casos, proporção de leitos Covid para leitos totais, aumento de mortalidade e aumento da demanda de regulação de casos”, explicou o secretária estadual de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.
Todas as cidades das regionais serão obrigadas a adotar as medidas (veja mais abaixo), independentemente se, porventura, uma ou outra apresentar números mais amenos. “Nos casos de Uberlândia e Patos de Minas, cidades-pólo das regiões, os prefeitos tomaram medidas restritivas, mas não é o suficiente se as cidades do entorno continuam produzindo e enviando pacientes para lá”, afirmou Zema.
A regional Triângulo Norte possui 27 cidades – entre as principais estão Uberlândia e Patrocínio. Um dos municípios dessa região – Monte Carmelo – chegou a precisar apelar à população em busca de cilindros de oxigênio.
Confira todas as cidades:
Cachoeira Dourada
Abadia dos Dourados
Araguari
Araporã
Campina Verde
Canápolis
Capinópolis
Cascalho Rico
Centralina
Coromandel
Douradoquara
Estrela do Sul
Grupiara
Gurinhatã
Indianópolis
Ipiaçu
Iraí de Minas
Ituiutaba
Monte Alegre de Minas
Monte Carmelo
Nova Ponte
Patrocínio
Prata
Romaria
Santa Vitória
Tupaciguara
Uberlândia
Cachoeira Dourada
Abadia dos Dourados
Araguari
Araporã
Campina Verde
Canápolis
Capinópolis
Cascalho Rico
Centralina
Coromandel
Douradoquara
Estrela do Sul
Grupiara
Gurinhatã
Indianópolis
Ipiaçu
Iraí de Minas
Ituiutaba
Monte Alegre de Minas
Monte Carmelo
Nova Ponte
Patrocínio
Prata
Romaria
Santa Vitória
Tupaciguara
Uberlândia
A Noroeste, por sua vez, contempla 33 cidades e tem, entre as principais, Patos de Minas e Unaí. “Na Noroeste, 34 pessoas precisaram ser transferidas. No Triângulo Norte, desde o dia 5 de fevereiro, já transferimos 99 pessoas para outras regiões de saúde. E estamos ampliando o número de leitos nas duas regionais. As medidas são extremamente importantes para que tenhamos capacidade de restabelecer a rede de saúde por lá e, depois, voltar ao Minas Consciente normalmente”, diz Amaral.
Confira todas as cidades:
Brasilândia de Minas
Arapuá
Arinos
Bonfinópolis de Minas
Buritis
Cabeceira Grande
Carmo do Paranaíba
Chapada Gaúcha
Cruzeiro da Fortaleza
Dom Bosco
Formoso
Guarda-Mor
Guimarânia
João Pinheiro
Lagamar
Lagoa Formosa
Lagoa Grande
Matutina
Natalândia
Paracatu
Patos de Minas
Presidente Olegário
Riachinho
Rio Paranaíba
Santa Rosa da Serra
São Gonçalo do Abaeté
São Gotardo
Serra do Salitre
Tiros
Unaí
Uruana de Minas
Varjão de Minas
Vazante
Outras três regionais correm o risco de entrar na onda roxa, conforme Zema: Leste do Sul, Norte e Triângulo Sul. Entre as principais cidades estão Manhumirim, Ponte Nova, Janaúba, Januária, Montes Claros, Araxá e Uberaba. Confira a lista completa aqui (Leste do Sul), aqui (Norte) e aqui (Triângulo do Sul).
A primeira característica da onda roxa, anunciada oficialmente agora à tarde pelo Governo de Minas, é a imposição. Ao contrário do programa Minas Consciente, que podia ser adotado ou não pelos prefeitos, a fase mais rigorosa não é uma opção. “Não é um problema municipal mais, é regional. Então a prefeitura da região que estiver na onda roxa terá duras restrições no funcionamento da atividade econômica”, afirmou Zema.
Confira alguns pontos:
“Setor de alimentos se mantém aberto, menos bares e restaurantes. Bancos mantidos, transporte público apenas para deslocamento de atividades essenciais. Energia, gás, petróleo são essenciais… Lavanderias, serviços de TI, dados, imprensa, comunicação e serviço público se mantêm”, explicou o secretário estadual de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.
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